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Falar do fado para mim que não
sou portuguesa, pode parecer
muita pretensão, mas como amo
o fado e em minhas veias corre
o sangue português, vou tentar
e me atrevo a tal. Lembro com
saudade quando bem pequena
ouvia meu avô a cantarolar...
seus olhos marejarem e eu não
entendia.
Agora depois de ouvir o trinar
de uma guitarra, um fadista a
cantar eu consigo entender o
porque daquele olhar distante,
daquela lágrima solitária,
Saudade. Sim saudade ele
sentia de ouvir ao vivo um
guitarrista a tocar e um
fadista a cantar.
Conta a história que o fado
chegou a Portugal entre os
séculos 14 e 17, vindo de
caravelas e em seu portos
atracou, e lá foi bem recebido
e assim fez morada.
E que bela morada, pois
tornou-se a cultura musical de
um país.
Mas o fado por si só não seria
nada, se não fosse seus
poetas, se não fossem os
fadistas para lhes darem vida
e com suas guitarras o
tornarem uma poesia cantada.
Hoje esses poetas vivem em
museus e são lembrados com
carinho e respeito ainda a
levar aos quatros cantos do
planeta essa linda cultura
musical., pois a poesia nunca
morre e assim, surgem cada dia
um novo fadista, um novo
guitarrista.
Portanto, venho falar de um
grupo que está a fazer um belo
trabalho, que é dar
continuidade à um belo sonho
do grande guitarrista já
falecido Antonio Afonso e
outro belo guitarrista, o
Alfredo Paredes.
O grupo Mar e Fados dá a
oportunidade aos fadistas
desconhecidos, que amam o fado
e assim o cantam com a alma.
Dessa maneira eles incentivam
e ajudam aqueles que nunca
tiveram oportunidade de
mostrarem seus talentos e que,
transmitem o fado com beleza e
fidalguia.
Fado sinônimo de poesia.
Falar no fado é falar em uma
gaivota, é falar em uma
lágrima...
Falar em um amor distante
Falar das cidades lendárias e
dos rios.
Enfim falar do mar que tanto
separa os amantes.
Por isso venho através dessa
parabenizar e aplaudir o Grupo
Mar e Fados.
Que Deus continue abençoando e
dando forças para que vocês
possam ajudar a quem não tem
ajuda.
Autoria: Jaira
Voz: Anna Müller |